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Lançado no passado mês de junho pela Bigben Interactive, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter é o mais recente capítulo na aclamada série de investigação da Frogwares Studio.

Assumindo o papel do famoso detetive dos romances policiais criado no final do Século XIX pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter catapulta-nos para uma aventura que combina exploração, investigação, mistério e acção. 


Acompanhado pelo seu habitual companheiro de investigação, Watson, Sherlock Holmes deixa de parte seu visual de cavalheiro, surgindo com um ar mais "desleixado", numa aventura onde mais do que reunir pistas para desvendar os segredos de outros, Holmes tenta esconder os seus próprios segredos, especialmente da sua filha.

Jogabilidade

Com cinco casos para resolver, cada um revelando uma parte do mistério em torno de Kate, a filha adotiva de Holmes, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter leva-nos a visitar vários locais de Londres no Século XIX.

Embora The Devil’s Daughter falhe um pouco no que diz respeito a instruções iniciais para quem não domina as mecânicas de jogo, aos poucos vamos descobrindo como utilizar as várias capacidades especiais de Holmes de forma a juntar pistas para resolver cada caso. Neste capítulo temos a capacidade de Imaginação que recria as cenas do crime na cabeça de Holmes para lhe dar uma melhor noção dos eventos que ocorreram, a Observação que altera a forma Holmes vê o ambiente à sua volta e lhe permite descobrir pistas que possam ter sido deixadas, e a Dedução que lhe dá a capacidade de formar uma conclusão sobre uma pessoa com base na sua suposição e análise.

Com o auxilio destas três capacidades, cada caso é resolvido com a combinação de várias experiências. Enquanto exploramos uma séries de ambientes únicos e viajamos pelas ruas de Londres e arredores (embora cada viagem demore uma eternidade), vamos juntando uma série de pistas e factos para chegar à resolução de cada caso. Isso implica questionar suspeitos e testemunhas, analisar objetos, procurar respostas nos arquivos de Holmes, jogar mini-jogos, solucionar enigmas, e até perseguir e ser perseguido por quem nos quer afastar do caso. Uma parte interessante é a análise que Holmes faz a cada um dos personagens de forma a criar um possível retrato (personalidade, passado, marcas suspeitas, etc), e a forma como chegamos à conclusão final - juntando os factos através de uma ramificação para encontrar (ou não) o culpado, onde muitas vezes nos deparamos com uma decisão moral difícil de tomar.

Outra questão agradável que acrescenta alguma diversão ao jogo, é a possibilidade de assumir o controle de outros personagens para além de Holmes e Watson. Em The Devil’s Daughter vamos escalar os telhados da cidade Londres como Wiggins, um jovem da confiança de Holmes que vagueia pelas ruas de Londres, ou até utilizar o olfacto apurado de Toby, o companheiro canino de Holmes, para seguir o rasto de um objeto.

Gráficos e Som

O fantástico trabalho de voz dos personagens, que surge significativamente melhor quando comparado com títulos anteriores, é acompanhado por visuais extremamente detalhados, particularmente nos interiores dos edifícios e na recriação das maioria dos personagens. Embora as ruas de Londres do Século XIX tenham sido recriadas com um extraordinário nível de detalhe, é no interior dos edifícios que encontramos uma maior densidade de objetos que não têm necessariamente de estar relacionados com os casos do jogo.

O mundo de Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter é bastante vasto e evoca na perfeição uma cidade de Londres marcada pelo seu desnível social. No entanto, a vastidão deste mundo obriga a algumas deslocações de carruagem que servem para carregar novos ambientes, mas que infelizmente são demasiado longas e monótonas.


Conclusão

De certa forma, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter deixa-nos ansiosos por descobrir a conclusão de cada caso, oferecendo-nos diferentes experiências em cada um deles. Por outro lado, falta-lhe alguma ação e espírito de aventura para o tornar mais empolgante.

No entanto, as voltas e reviravoltas da história de The Devil’s Daughter, vão certamente agradar aos fãs dos romances policiais de Sherlock Holmes, e a quem gosta de uma boa aventura repleta de mistérios e enigmas.

  • 7Jogabilidade
  • 8Gráficos
  • 6Som
  • 7Nível de envolvência
  • Bom
    “The Devil’s Daughter deixa-nos ansiosos por descobrir a conclusão de cada caso”
    7
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